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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Giovanna Antonelli fará novela de Manoel Carlos; atriz é cotada para personagem homossexual

Giovanna Antonelli: depois de 'Salve Jorge', novela de Manoel Carlos (Foto: Raphael Dias/TV Globo)

Antes mesmo de terminar de gravar “Salve Jorge”, Giovanna Antonelli fechou sua participação na próxima novela de Manoel Carlos. Uma das personagens cogitadas para ela é a de uma homossexual. O convite foi feito pelos diretores Jayme Monjardim e Leonardo Nogueira, marido da atriz.
Giovanna vai reeditar a parceria com Maneco, com quem trabalhou em "Laços de família" (2000), novela na qual interpretou Capitu, um dos seus papéis de maior destaque; e em "Viver a vida", de 2009.
A atriz também já foi dirigida por Jayme, na minissérie "A casa das sete mulheres", exibida em 2003.

domingo, 19 de maio de 2013

Sucesso total, Giovanna Antonelli diz que Helô tem estilo diferente

foto
Giovanna Antonelli roubou a cena em “Salve Jorge” na pele da delegada Helô e durante boa parte da trama por pouco não ofuscou o desempenho da Morena de Nanda Costa, a protagonista do folhetim.
E, não bastasse o talento de Giovanna ao interpretar a delegada durona, os figurinistas da novela de Glória Perez contribuíram para consolidar de vez Helô como um sucesso de público.
Com um guarda-roupa abarrotado de peças com estampas animais, brilhos e acessórios extravagantes, a personagem despontou entre as mais copiadas – e queridinhas – pelo público.
Os itens do figurino de Helô estão todos os meses entre os mais pedidos na Central de Atendimento ao Telespectador (CAT) da Globo. A própria atriz confessou ser fã do estilo da personagem.
“A Giovanna empresta coisas para a Helô e vice-versa, mas, em um todo, temos estilos bem diferentes”, disse, em entrevista exclusiva, ao Famosidades.
Mãe de três crianças, Pietro, 7 anos, de seu casamento com o ator Murilo Benício, e as gêmeas Antônia e Sofia, 2, da atual união, com o diretor Leonardo Nogueira, Giovanna está acostumada a manter um ritmo acelerado de trabalho. A atriz confessou, inclusive, que não se incomoda em emendar um projeto em outro.
“Não me imagino fazendo outra coisa. Amo o que faço e não pretendo parar tão cedo”, contou.
De fato, Giovanna tem sido um rosto frequente na televisão nos últimos anos. Antes de “Salve Jorge” a atriz esteve na série “As Brasileiras” e, pouco antes, na novela “Aquele Beijo”.
Giovanna realmente não dorme em serviço. Depois da delegada Helô, a atriz interpretará ainda uma escritora formada em Letras, que faz “bico” como dubladora de filmes eróticos na comédia romântica “S.O.S. Mulheres ao Mar”, dirigida por Cris D’Amato. As filmagens começam em junho, quando elenco e produção do longa embarcam por 14 dias em um navio, que passará pela Itália, Grécia e Rio de Janeiro.

Artur Xexéo fala sobre Giovanna Antonelli.



Certamente serei o último jornalista a escrever sobre o bem-sucedido trabalho de Giovanna Antonelli como a delegada Helô, de “Salve Jorge”. Nesta altura do campeonato, e com a novela recém-saída do ar, Giovanna já recebeu todo o reconhecimento que seu belo desempenho merece. Mas, como quem manda na minha coluna sou eu, vou escrever assim mesmo. Atrasado, mas justo. 

Não dá para dizer que Giovanna Antonelli roubou a novela. Para Gloria Perez, ela sempre foi uma das protagonistas. Se a trama era sobre o tráfico de pessoas, a polícia seria a antagonista óbvia. Se Lívia Marini era a vilã, uma delegada como personagem era sua antagonista natural. Mas, nos primeiros capítulos, a delegada Helô não parecia estar com essa bola toda. Havia mesmo uma subtrama para que, num determinado momento, a atenção da novela se voltasse para ela. A personagem era consumista obsessiva. Um prato cheio para Gloria Perez deitar e rolar. Mas não foi preciso. A obsessão por comprar passou de maneira suave por toda a trama. Helô foi tão forte que não precisou de nada além de sua personalidade para se sobressair. E é aí que está o talento de Giovanna Antonelli. 
Giovanna é uma atriz típica de televisão. Daquelas que conquistam o espectador com um olhar, um jeito de falar, um movimento de corpo. Em outras palavras, Giovanna tem carisma Como Regina Duarte ou Gloria Pires. Já andou rapidamente pelo teatro em “Dois na gangorra”, de William Gibson, um clássico da comédia romântica, em papel criado originalmente no Brasil por Tonia Carrero. Foi em 2003, e nunca mais. No cinema, esteve em projetos importantes, como “Bossa Nova”, de Bruno Barreto, e “Benjamim”, de Monique Gardemberg, e em projetos nem tão importantes assim, como “Avassaladoras”, de Mara Mourão, e “Maria, mãe do filho de Deus”, de Moacyr Góes. Mas foi na televisão que se destacou. Dos tempos de angeliquete, no programa de Angélica na TV Manchete, à heroína de “Aquele beijo”, de Miguel Falabella, passando pela Capitu de “Laços de família ‘, de Manoel Carlos, e “O clone”, de Gloria Perez, Giovanna construiu uma carreira sólida com total adesão popular. Ela torna seus personagens irresistíveis. O motivo é simples: é que Giovanna Antonelli é irresistível. 
A delegada só podia ser irresistível. Era cafona, mas, mesmo assim, os itens que usava no vestuário estiveram sempre entre os que as espectadoras da novela mais se interessavam, de acordo com o departamento da Globo que contabiliza essa pesquisa. Helô não teve nada a ver com isso. A espectadora se identificava com Giovanna. 
Giovanna poderia ir pelo caminho fácil e interpretar a durona, quando vivia uma policial em ação, e a derretida, quando interpretava a relação atrapalhada com o ex-marido. Mas soube dar o pulo do gato: foi derretida, quando era policial, e durona na comédia romântica. 
Musa de um gênero que não tem muita tradição na dramaturgia brasileira _ a comédia romântica _, Giovanna Antonelli teve uma comédia romântica só para ela no meio da trama policial de “Salve Jorge”. Era o espaço certo para ela brilhar. E Giovanna brilhou.

OGlobo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

''Penso em ter mais filhos, mas a responsabilidade é grande", diz Giovanna Antonelli à CONTIGO!

Ao lado de Pietro, Antonia e Julia em seu refúgio na serra, atriz fala sobre a delícia de ser mãe
Giovanna com os filhos – as gêmeas, Antonia e Sofia, e Pietro – em sua casa na serra

É numa casa aconchegante na serra que Giovanna Antonelli, 37 anos, se desarma da delegada Helô, de Salve Jorge. E, descalça, correndo pelo mato e colhendo fruta do pé, interpreta seu melhor papel: o de mãe de Pietro, 8, de seu casamento com Murilo Benício, 41, e das gêmeas Antonia e Sofia, 2, de sua atual união, com o diretor Leonardo Nogueira, 32. Num fim de semana ensolarado, foi essa Giovanna quem recebeu a equipe da CONTIGO!, ao lado da família. Numa área com mais de 300 árvores (o reflorestamento foi feito por ela), a atriz se entrega totalmente aos filhos e ao marido. 

Pietro, Antonia e Sofia adoram essa liberdade. Assim que chegam, o mais velho corre para a garupa de um cavalo, enquanto, a pedido de Giovanna, Antonia e Sofia vão checar se a mangueira deu frutos. Do tipo que não deixa para as babás a tarefa de cuidar dos filhos, Giovanna passa o tempo todo da entrevista de olho neles. No bate-papo com a reportagem de CONTIGO!, a atriz fala sobre fé, a educação das crianças e também sobre o desejo de aumentar a família ainda mais: ''Penso em ter mais filhos, mas a responsabilidade é grande".
“Este contato com a natureza TRAZ UMA NOÇÃO DE VIDA MUITO BOA para os meus filhos, uma educação melhor”
VEJA A ENTREVISTA E O ENSAIO COMPLETO DA ATRIZ COM OS FILHOS NA NOVA EDIÇÃO DE CONTIGO!, NAS BANCAS A PARTIR DESTA QUARTA-FEIRA (08)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Giovanna Antonelli diz que Glória Perez foi muito importante em sua carreira

Atriz avalia momento de sua carreira com personagem de Salve Jorge



Fazer uma novela de Glória Perez tem um sabor especial para Giovanna Antonelli. Atualmente no ar como a Heloísa de Salve Jorge, a atriz viu sua carreira deslanchar de vez quando protagonizou O Clone, exibida em 2001, trama também assinada pela autora.
"A Glória foi muito importante para que eu chegasse onde cheguei. 'O Clone' mudou a minha vida", constata.
Giovanna Antonelli diz que Glória Perez foi muito importante em sua carreira - Luiza Dantas/Carta Z NotíciasPor isso mesmo, Giovanna não hesitou na hora de aceitar o convite para interpretar uma delegada no novo folhetim das nove da Globo. O que também pesou para a resposta positiva foi a direção de Marcos Schechtman, com quem a atriz já trabalhou algumas vezes – inclusive em Laços de Família, quando interpretou mais uma personagem marcante, a garota de programa Capitu.
"Amo fazer novela, amo trabalhar. Estava em 'Aquele Beijo' quando recebi esse convite irrecusável. Não só pela personagem que é, porque qualquer papel na novela da Glória seria irrecusável", derrama-se.

Como estava há, relativamente, pouco tempo fora do ar Aquele Beijo, onde viveu a protagonista Cláudia, chegou ao fim em abril deste ano –, Giovanna achou melhor investir em uma mudança de visual. Emagreceu cerca de cinco quilos, graças a uma rotina regrada de exercícios físicos e alimentação que ela continua seguindo.
"Eu detesto malhar. Faço por obrigação. Quando acaba, é missão cumprida", confessa, aos risos.
Além disso, colocou aplique nos cabelos para ganhar mais volume e escureceu o tom dos fios.
"Queria vir com uma coisa nova para mim e para o público mesmo. As pessoas esperam ver o novo da gente e acho que isso ajuda também a trazer credibilidade para os personagens que estamos iniciando", imagina.

Na trama, Helô é mãe da inconsequente Drica, interpretada por Mariana Rios. A diferença de idade entre as atrizes é pequena para esse tipo de relação na história – apenas 11 anos. Mas Giovanna acredita que isso não fica evidente nas cenas.
"A gente fez um teste de vídeo e viu que dava. Tem tanta mulher que teve filho mais cedo e, hoje em dia, as delegadas são super vaidosas, mães de família", destaca.
Na novela, Helô é ex-mulher do advogado Stênio, vivido por Alexandre Nero. Os personagens alternam momentos de boa convivência com discussões. Principalmente pelo fato de que ele, volta e meia, solta os bandidos que a delegada prende. Helô também tem uma compulsão por consumir e compra várias coisas sem que realmente necessite delas.
"A personagem tem uns coloridos que dá para desenhar umas coisas bacanas", comemora.

Para construir esta delegada, Giovanna conviveu com algumas profissionais da área. Não só visitou delegacias como participou de encontros fora do ambiente de trabalho das mulheres que conheceu.
"Botei essas delegadas em um 'liquidificador' e saiu a minha Helô, junto com o texto da Glória", explica.
Os workshops com o elenco também foram uma etapa importante de preparação para a atriz. Nos encontros, ela entendeu um pouco sobre os diferentes núcleos da novela e sobre o tráfico humano, tema central do folhetim. Em determinado momento da história, sua personagem vai investigar o crime.
"Foram pessoas ali contando as histórias das suas vidas. Isso choca e emociona todo mundo", conta. 

Acostumada a encarnar papéis importantes, Giovanna se sente confortável em diferentes gêneros. Tanto que já mostrou sua versatilidade cênica transitando por trabalhos mais cômicos e outros dramáticos. Atualmente no ar também na reprise de Da Cor do Pecado, em Vale A Pena Ver de Novo, a atriz recorda com carinho da época em que interpretou a vilã Bárbara. E não esconde o desejo de viver mais uma mulher malvada na tevê.
"Adorei fazer uma vilã e queria fazer de novo. Mas também adoro interpretar mocinhas românticas, fortes, guerreiras. A gente vai dançando conforme a música. O bom é fazer", garante.

domingo, 5 de maio de 2013

Giovanna Antonelli: “Não levo desaforo”

A intérprete da deleg

ada Helô sonha em interpretar trigêmeas na tevê
Entrevistada pelo colunista Leo Dias do jornal O Dia, Giovanna Antoneli revelou seu carinho pela delegata Helô, personagem unanime no coração do público que assiste Salve Jorge, da Globo. E revelou uma semelhança com ela.
“Também não levo desaforo, não. Às vezes com muita educação, mas eu sou justa, gosto de justiça”, disse ela.
Mãe de 3 crianças, a atriz contou ainda curiosidades da durona personagem, que virou moda nas ruas com suas roupas e acessórios.
Giovanna Antonelli: “Não levo desaforo” - Divulgação/TV Globo“Foi um presente. Eu só delegava na minha casa. Sabe como é, né? Três filhos… tem que colocar limite (risos). A Helô é diferente de tudo o que já fiz. A gente sempre fala a mesma coisa, mas a Helô realmente é diferente. Ela tem um lado mulherzinha e um lado homenzinho, até para impor respeito. Isso é muito rico. As cenas com o (Alexandre) Nero já estavam genialmente estabelecidas pela Gloria desde o início, mas a gente não sabia que eles iam ficar juntos. Eu e o Nero lançamos ali uma comédia, uma paixão, uma raivinha e rolou".
Às voltas com a vida pessoal e a profissional, a atriz não reclama da correria e afirmou que sua rotina é tranqüila.
"Outro dia, encontrei um amigo e ele falou: “Ah, você deve estar exausta, né?”. Mas não estou, não, porque faço isso há tanto tempo e eu estou tão feliz, tão realizada, está tudo tão bem administrado que eu só posso agradecer. É mais um degrau, e isso alimenta e fortalece a alma. O cansaço não é algo que predomina, sou mãe leoa, me desdobro. Estou dormindo quatro horas por noite há dois dias, porque estou com duas crianças doentes em casa, e gravei às 5h da manhã. Foram dois dias pesados, mas eu compenso depois. Sempre tem uma pausa, chego em casa, fico meia horinha na cama de cada um dando beijinhos. Agora, os próximos meses vão ser menos intensos, mas são momentos que a gente tem que curtir, e as crianças estão bem assistidas, tem mãe, tem sogra, tem avó, todo mundo perto. Eu e Leo (Nogueira, marido e diretor de Flor do Caribe) estamos trabalhando pra caramba, mas é pra ter uma vida bacana para os nossos filhos. E é tudo saudável e administrado", explicou a atriz.
Satisfeita com os rumos da carreira, Gioavana revelou seus sonhos profissionais.
"Na minha carreira ainda falta tanta coisa, tantos personagens que sou capaz de realizar Tenho duas ambições: a primeira é fazer uma Heleninha Roitman, que é um dos papéis mais geniais que já vi alguém fazer. Quando encontro a Renata Sorrah e digo isso, ela morre de rir e diz, de brincadeira, que eu tenho ciuminho (risos). A outra ambição é a de fazer trigêmeas, algo que nunca aconteceu na TV brasileira”.

Giovanna Antonelli: ‘Eu só delegava na minha casa’


Sabe quando a gente olha para um profissional e acha que ele já atingiu o topo, o máximo do sucesso? E, de repente, esse profissional nos surpreende ainda mais, mostrando que seu auge é muito acima daquilo que imaginávamos? Pois bem, é exatamente isso o que acontece com uma atriz, que arrebatou o país mais uma vez. A delegada Helô é a mais comentada, mais copiada, mais amada de ‘Salve Jorge’. Se existe uma unanimidade nesta novela, ela se chama Giovanna Antonelli. A coluna aplaude de pé a atriz e dedica essas duas páginas de hoje a ela.
Marcos Schechtman (diretor de ‘Salve Jorge’) já tinha dito em uma entrevista à coluna que sua personagem seria grande mesmo, que teria muita projeção, mas a verdade é que você surpreendeu todo mundo…
Você sabe que eu sou obstinada, tenho uma dedicação, amor mesmo pelo que faço, pela minha profissão! Por isso, estudo a fundo as pequenas coisas. A capinha do celular, por exemplo, encontrei na madrugada, fuçando na internet, levei para a gravação e perguntei à produção se poderia usar. São coisas do dia a dia e que ajudam a esmiuçar o personagem. Eu não uso aquela capinha, mas acho que ela tem tudo a ver com a Helô.

A ideia da capinha de soco inglês é sua, então…
Essas pequenas coisas vão montando uma pessoa, são importantes para a personagem. O interior dela foi feito pela minha convivência com delegadas. A gente sabe que o texto da Gloria já vem pronto, mas essas informações exteriores me ajudaram, também, a construir a Helô.
Você não deve ter andado no Saara. Você sabe que a Helô impregnou os camelôs das cidades?
Eu fico sabendo porque a galera que trabalha lá em casa me conta tudo. Tenho uma empregada que mora perto do Mercadão de Madureira, e ela sempre traz alguma coisa pra mim. No Dia das Crianças, eu digo pra ela: “Enche uma sacola de brinquedos”. Lá tem tudo o que as crianças amam. E tem brinco da delegada, tem anel da delegada… Eu gravei o programa da Xuxa para o Dia das Mães e eles fizeram enquetes nas ruas, com as pessoas falando, as mulheres vestindo animal print, camelôs anunciando os acessórios da Helô.
Acessórios usados pela personagem viraram febre 
O que tem da Giovanna Antonelli nessa criação do figurino?
Tenho muitas fotos que fui armazenando para estudar e chegar a esse resultado. Pesquisei delegadas no Brasil inteiro. Algumas eu conheci, de outras encontrei fotos. Eu sempre digo: separa em cima da cama as peças da Helô e você vai ter escarpim, sandália, calça jeans, pantalona, calça flair, jaqueta de couro, camisa de seda, brinco pequeno, médio e grande. Ali tem, ao mesmo tempo, uma mulher sexy, uma mulher clássica, uma mulher careta. Alguma mulher vai se identificar com alguma peça da personagem. A gente fez uma mulher sugada de várias outras.
A Helô é meio irritadiça, né? Fala rápido e tem urgência para ser atendida. Isso é seu também?
Isso foi acontecendo ao longo do processo. Desde o início, eu queria imprimir um ritmo diferente. Convivi com delegados e, como eles estão sempre em ação, tudo acontece mais rápido. Por isso, nessas cenas da delegacia a gente acabou determinando que tudo seria mais ágil. Esse foi o gancho para a Helô: pego uma frase de uma cena e falo igual a uma metralhadora. Quando ela chama alguém é sempre com a ideia de imprimir urgência. Depois, acabei levando isso para a vida pessoal dela.
E isso foi conversado com a direção?
Ia acontecendo a cada cena, a cada bloco, e a gente ia conversando com a direção. Num dia, o texto dizia “inacreditável”, aí eu disse “inacrê”. E ficou assim a partir daí. No bloco seguinte, a Gloria mesmo escreveu o texto dessa maneira. São coisinhas que vão virando a assinatura daquele personagem.
Mas não tem nem um vestidinho…
Ela gosta mais de vestidão, de camisão. Dentro de todas as possibilidades, tem também o que a personagem mais gosta. A gente tem uma paleta de cores, que no início era mais marrom, mais bege e, aos poucos, foi sendo salpicada com mais cores. Os bichos sempre vão para tons terrosos, marrons. E, se a gente coloca uma calça preta e uma blusa branca, logo vê que não dá. Tem que ser uma calça preta e branca, mas com uma oncinha na parte de cima.
Alguma vez você se imaginou fazendo uma personagem tão durona?
Não, e foi um presente. Eu só delegava na minha casa. Sabe como é, né? Três filhos… tem que colocar limite (risos). A Helô é diferente de tudo o que já fiz. A gente sempre fala a mesma coisa, mas a Helô realmente é diferente. Ela tem um lado mulherzinha e um lado homenzinho, até para impor respeito. Isso é muito rico. As cenas com o (Alexandre) Nero já estavam genialmente estabelecidas pela Gloria desde o início, mas a gente não sabia que eles iam ficar juntos. Eu e o Nero lançamos ali uma comédia, uma paixão, uma raivinha e rolou.
A Giovanna é brigona como a Helô?
Também não levo desaforo, não. Às vezes com muita educação, mas eu sou justa, gosto de justiça.
Eu vi na internet que você foi falar com a secretária de Educação. O que houve ali?
Havia um problema no colégio onde alguns dos filhos dos meus funcionários estudam. A escola deveria atender até as 17h e há meses ela libera os alunos ao meio-dia porque não tem professor. É claro que é um prazer ter os filhos dos meus funcionários brincando lá em casa com os meus filhos, mas como é que eles vão dar conta do trabalho? Ter professores nas escolas é um direito da população, isso não pode faltar. Sempre que precisarem de mim para causas justas, eu vou estar lá. Acho que a gente tem que cobrar e mudar essa realidade que a gente vive, exigir nossos direitos e apoiar quem precisa porque amanhã pode ser com a gente.
Como é a sua rotina? Quanto tempo do dia você dedica à Helô e quanto tempo à Giovanna?
Outro dia, encontrei um amigo e ele falou: “Ah, você deve estar exausta, né?”. Mas não estou, não, porque faço isso há tanto tempo e eu estou tão feliz, tão realizada, está tudo tão bem administrado que eu só posso agradecer. É mais um degrau, e isso alimenta e fortalece a alma. O cansaço não é algo que predomina, sou mãe leoa, me desdobro. Estou dormindo quatro horas por noite há dois dias, porque estou com duas crianças doentes em casa, e gravei às 5h da manhã. Foram dois dias pesados, mas eu compenso depois. Sempre tem uma pausa, chego em casa, fico meia horinha na cama de cada um dando beijinhos. Agora, os próximos meses vão ser menos intensos, mas são momentos que a gente tem que curtir, e as crianças estão bem assistidas, tem mãe, tem sogra, tem avó, todo mundo perto. Eu e Leo (Nogueira, marido e diretor de ‘Flor do Caribe’) estamos trabalhando pra caramba, mas é pra ter uma vida bacana para os nossos filhos. E é tudo saudável e administrado.
Quando você percebeu que sua imagem vende muito?
Eu, meu escritório e minha assessora, Piny Montoro, começamos a ficar atentos a como as coisas chamam atenção nas campanhas e, principalmente, nas novelas, e vimos que eu poderia usar isso a meu favor. Ter uma linha de esmaltes, por exemplo, que é algo que eu adoro. Acabou rolando esse encontro com a Speciallità. E uma coisa foi puxando a outra. Agora, já temos uma linha de joias com a Rommanel e outra de óculos com a Triton. Em julho, vou inaugurar uma clínica de depilação a laser. Sou adepta do laser, fiz durante muitos anos para eliminar pelos, tenho uma sócia de Volta Redonda que trabalha com cirurgia plástica e, numa viagem nossa, resolvemos fazer essa parceria.
Você já fez plástica?
Fiz uma lipo há oito anos, depois da minha primeira gravidez. Até agora, nada mais. Acho que o importante é estar bem e eu não teria o menor problema em dizer que fiz. Se daqui a cinco anos eu quiser, por que não?
A devoção por São Jorge vem de antes da novela, não é?
Sim. Você lembra que fizemos o ensaio de São Jorge na minha casa? Eu ganhei um São Jorge de um metro e meio do Zeca (Pagodinho). Tenho dois no meu sítio, um deles fica na minha sala. Sou devota mesmo. Meus filhos passam pelo São Jorge e beijam a imagem (risos).
Como é ser mãe de três?
Sempre sonhei ter filhos, desde quando eu brincava de bonecas, aos 15 anos. Eu tinha a família da Barbie reunida. Foi um sonho do qual corri atrás. Por conta do trabalho, só tive o primeiro filho (Pietro) aos 29 anos. É um presente, é um filho muito amado. E, depois, quando encontrei o meu grande amor, tive as duas. É mágico! Dar à luz duas crianças ao mesmo tempo foi a coisa mais linda do mundo.
A veia materna parou por aí?
Tenho vontade de ter mais um daqui a uns três anos. Só preciso ver se vou ter disposição. É uma responsabilidade muito grande. O Leo, mesmo sendo segundo pai do Pietro, tem vontade de ter um filho homem. Para mim, sendo menino ou menina, vai ser abençoado.
A feira mundial de TV, chamada MIP TV, listou os 50 programas mais importantes da televisão em todo o mundo. Só tem um brasileiro, que é ‘O Clone’. O que ainda falta para você se realizar?
‘O Clone’ foi uma novela única. O mundo viveu a catástrofe do 11 de setembro, a novela estreou em outubro e falava dos muçulmanos. Não esperava tudo o que aconteceu com a trama, que era linda, poética. Mas na minha carreira ainda falta tanta coisa, tantos personagens que sou capaz de realizar… Tenho duas ambições: a primeira é fazer uma Heleninha Roitman, que é um dos papéis mais geniais que já vi alguém fazer. Quando encontro a Renata Sorrah e digo isso, ela morre de rir e diz, de brincadeira, que eu tenho ciuminho (risos). A outra ambição é a de fazer trigêmeas, algo que nunca aconteceu na TV brasileira.
Diz o que você quer para a Helô e manda uma mensagem para quem é fã da delegada.
Primeiro: quero que a Helô invada a boate e salve as meninas. Aquilo é um horror e fica de alerta para todo mundo. Acho que a Helô e o Stênio deveriam ficar juntos, mas morando em casas separadas. Uma relação moderna! E quero agradecer. O meu agradecimento para vocês, público e imprensa, é poder me dedicar cada vez mais para fazer o meu melhor.

Giovanna Antonelli sobre filhos: “Tenho vontade de ter mais”


Sucesso vivendo a delegada Helô, em Salve Jorge, a atriz diz ter algo em comum com a personagem. “Também não levo desaforo”
Leonardo Nogueira e Giovanna Antonelli (Foto: AgNews)


Aos 37 anos e mãe de três filhos, Giovanna Antonelli pensa em aumentar a família ainda mais. “Tenho vontade de ter mais um daqui a uns De acordo com Giovanna, a maternidade sempre foi algo almejado em sua vida. “Sempre sonhei ter filhos, desde quando brincava de bonecas, aos 15 anos”, contou. “Por conta do trabalho, só tive o primeiro filho aos 29 anos. É um presente, é um filho amado. E, depois, quando encontrei o meu grande amor, tive as duas (as gêmeas Antonia e Sofia). É mágico! Dar à luz duas crianças ao mesmo tempo foi a coisa mais linda do mundo”, completou.
três anos. Só preciso ver se vou ter disponibilidade. É uma responsabilidade muito grande. O Leo [marido Leonardo Nogueira, diretor], mesmo sendo segundo pai do Pietro [do seu primeiro casamento com o ator Murilo Benício], tem vontade de ter um filho homem. Para mim, sendo menino ou menina, vai ser abençoado”, disse a atriz em entrevista ao colunista Leo Dias, no jornal O Dia deste domingo (5).
Sucesso de crítica e público vivendo a delegada Helô, na novela das 9 da TV Globo, Salve Jorge, Giovanna disse ter algo em comum com a personagem. “Também não levo desaforo, não. Às vezes com muita educação, mas eu sou justa, gosto de justiça”, contou. "A Helô é diferente de tudo o que já fiz. A gente sempre fala a mesma coisa, mas a Helô é realmente diferente. Ela tem um lado mulherzinha e um lado homenzinho, até para impor respeitou”, brincou.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Giovanna Antonelli: "Quero me superar em todos os sentidos"



Corajosa, determinada, Cheia de atitude, falando sem parar, rindo fácil. Giovanna Antonelli nos prende...a atenção! A atriz de 37 anos empresta todo o seu carisma à “inacrê” delegada Helô, de Salve Jorge. E o resultado são duas mulheres poderosas para você se inspirar.

“Suas atitudes boas marcam os outros e viram sua história de vida”
É impossível ficar mal-humorada perto da atriz. Era sábado à noite - e, veja bem, eu estava trabalhando - quando a encontrei para a entrevista. Ela mudou meu astral em segundos. Abriu a porta do quarto do hotel em que estava hospedada em São Paulo com o maior sorriso e me abraçou - um abraço de verdade, daqueles que nem dá vontade de soltar. “Só vou resolver uma coisinha aqui e já conversamos. Quero dar atenção exclusiva a você.” Pronto, Giovanna me ganhou. Afinal, ela sabe agradar. Admira pessoas generosas e fica claro que procura ser assim. Qual outra explicação para colecionar pequenos presentes que recebe dos amigos? “Guardo por anos. E um dia falo para a pessoa que ainda tenho aquele bilhete. Quando ela abre um sorriso e solta um ‘não acreditooo!’, percebo quanto esse tipo de cuidado faz bem - para você e para ela. Sem a luz certa ou figurino luxuoso, Giovanna conversou comigo vestindo um roupão de hotel e de pés descalços, como se estivéssemos na sala da casa dela. E, acredite, parecia uma diva. Apenas por ser real. Esse é o segredo de todas as mulheres admiráveis. Elas sabem quem são - e quais são seus erros e acertos. Com gastos meio exagerados, feito a Helô. Ou dias terríveis de TPM, no caso da Giovanna. “Minha válvula de escape é me jogar em um prato de brigadeiro ou tomar um bom vinho com meu marido para relaxar.” E curtir o quarto do casal, sua parte preferida da casa. Giovanna, atriz com nove filmes no currículo e um previsto para estrear no segundo semestre, não gosta de ir ao cinema – assina um serviço de filmes online para assistir na paz do seu quarto.

“Desconfio de quem não reconhece seus erros. Eu erro e assumo sempre”
Mulheres de sucesso - tanto na ficção quanto na vida real - não fazem tipo. Sabem reconhecer seus defeitos, suas quedas, levantar, sacudir a poeira e dar a voltar por cima. “Todo mundo erra, graças a Deus. E é através dos nossos tropeços que percebemos onde precisamos melhorar.” Nos últimos tempos, Giovanna tem tentado pedir mais desculpas. “Acho incrível quem sabe fazer isso. Para mim, é um exercício diário”, conta. Claro que nenhuma mudança vem sem esforço. A parte da Giovanna que não gosta de acordar cedo entra em conflito com o lado mais certinho da atriz. “Prefiro ficar na cama mais cinco minutos a tomar um banho! (Risos.) Não tenho problema de insônia - se eu pudesse, dormiria 20 horas.” Mas, quando está acordada, nada sai do seu cronograma. “Sou muito caxias. Às vezes, até acho que estou me punindo, de tanta responsabilidade. Eu me cobro demais.” E, mesmo estando feliz por ter dormido o sono dos justos, termina o final de semana se sentindo mal por não ter curtindo o marido, os filhos, o dia de descanso... Para compensar, às vezes cede aos desejos do filho e pede uma pizza junto com a família em plena segunda-feira -  o dia mundial do começo das dietas. “Tem que saber viver, né?”, conclui.

Giovanna Antonelli

Não sou uma pessoa aventureira”
Giovanna garante que tem várias Helôs no mundo. A gente sabe. “Vivemos a era dos desencontros. Mulheres de 20, 30, 40... Todas têm dificuldade de encontrar a pessoa ideal.” É, ser uma mulher poderosa tem seu bônus e seu ônus. A maioria dos homens não acompanha a evolução das Helôs e Giovannas que existem por aí. “Claro que nosso nível de exigência está maior. E nem digo financeiro! Falo de capacidade mental mesmo. Queremos um cara que seja parceiro, amigo, cúmplice...” Apesar da tendência, Giovanna está muito bem, obrigada. É casada desde 2010 com o diretor global Leonardo Nogueira, com quem tem as filhas gêmeas Sofia e Antônia (ela também é mãe de Pietro, de 7 anos, do seu relacionamento com Murilo Benício). A atriz assume a responsabilidade por sua vida estar como deseja. Sempre soube que queria um relacionamento sério - e como ele deveria ser. E foi atrás disso, com foco mesmo. “Tem gente que desiste no meio do caminho. Que cansa e prefere ficar só.” Tudo bem para os outros. Mas ficar solteira muito tempo não é para ela. “Não sou uma pessoa que curte um lance sem compromisso. A partir do momento em que um homem me conhece, sabe com quem está lidando.” Não à toa, só teve namoros longos e já casou três vezes.

“Quero me superar em todos os sentidos”
Uma característica indispensável em mulheres de garra - e que Giovanna tem: elas não se acomodam. Não se trata de querer ser a melhor, mas de ser melhor. “Meu objetivo é ser melhor mãe, filha, mulher, atriz...” O segredo de Giovanna para conseguir isso é uma combinação certeira de feeling e dedicação. Sua Helô, por exemplo ganhou o público e virou a protagonista da novela. As roupas da personagem dominam a Central de Atendimento da Globo. Todo mundo quer sua calça pantalona, a camisa de animal print, a bolsa amarela... E, claro, o “cintinho da delegada!” – sensação das lojas chiques aos camelôs. E, confesse, para que casal você torce mais? Pela “delegata” e seu “advogato” Stênio ou para o “esse cara sou eu, mas não sei o que quero” Téo e a “revoltada que não acerta uma” Morena? Virar inspiração não é novidade para a atriz - quem se esquece da Bárbara, de Da Cor do Pecado, e da Jade, de O Clone? Giovanna enxergou uma oportunidade de negócio nisso. Apostou no seu lado empreendedora e investiu em produtos com seu nome. Seus esmaltes, óculos de sol e bijuterias já estão indo para o segundo ano de expansão. Minutos antes da nossa entrevista, ela acertava as novas cores da linha de esmaltes que leva seu nome. “Tem que ser um vermelho mais forte. Mais Helô!”, disse, enquanto analisava as amostras. Suas ideias vêm das próprias experiências. “Sou adepta da depilação a laser. É uma invenção tão incrível quanto a do ar-condicionado”, brinca. Por isso, vai abrir uma clínica de estética com seu nome, no interior do Rio. “Tento ir crescendo a cada ano. É uma chama que não dá para deixar apagar dentro da gente.” Mesmo com o ritmo acelerado, Giovanna garante que dá para fazer tudo com equilíbrio. “O mais importante é ficar mais consciente das nossas atitudes e tentar encontrar harmonia e felicidade em cada etapa da vida”, diz a atriz, que completou 37 anos no dia 18 de março. E - atenção - em paz com a idade e com o relógio. “Não voltaria no tempo. Jamais. Precisei passar por tudo o que passei até hoje, senão eu não estaria aqui.”

MdeMulher

sábado, 20 de abril de 2013

"Agora tem que vir trigêmeos", brinca Giovanna Antonelli no "Estrelas"

Giovanna Antonelli passou uma tarde, com Angélica. "Gravei 'Estrelas' com Angélica! Que tarde maravilhosa! Sempre bom estar com ela. O tempo passa e o carinho é o mesmo!", escreveu a atriz em seu Twitter. Durante a entrevista, Giovanna falou sobre o cuidado com os filhos e brincou sobre a possibilidade de outra gravidez: "Eu brinco que tive um filho, duas gêmeas e agora tem que vir trigêmeos".
Angélica e Giovanna Antonelli gravam para o Estrelas no Jardim Botânico (16/2/11)As duas foram até o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, para conhecer a coleção de plantas medicinais do parque. No bate-papo, Giovanna contou que plantou, na cozinha de sua casa, uma horta com temperos e ervas naturais. "Tem menta, sal, hortelã, manjericão…É ótimo para fazer um chazinho à noite", disse.

Depois, as duas foram ao Horto Florestal e plantaram uma muda de ipê-amarelo. A apresentadora perguntou para a atriz o que ela deseja para os filhos. "O mínimo que eu posso esperar é um mundo com mais generosidade. Acho que é um bom começo para a geração deles", afirmou Giovanna

O programa foi ao ar em 2011.

Uol

sábado, 13 de abril de 2013

Giovanna Antonelli fatura com as tendências de moda de suas personagens


Em entrevista, a atriz fala de carreira e negócios


Giovanna Antonelli fatura com as tendências de moda de suas personagens  - Divulgação/TV Globo


Giovanna Antonelli faz sucesso como a delegada Helô, de Salve Jorge, a trama das nove da Globo. Com 20 anos de carreira, a atriz começou como assistente de palco da extinta TV Manchete e viu sua carreira evoluir com personagens de destaque, como a prostituta Capitu, de Laços de Família, e a muçulmana Jade, de O Clone.
Em entrevista ao jornal Meio e Mensagem, Giovanna conversou sobre televisão, os índices de audiência de Salve Jorge  e o seu espírito empreendedor – a atriz sempre influencia tendências de consumo e foi divulgado recentemente que os acessórios de sua personagem na novela são os mais copiados na emissora. Cintos, pulseiras, aneis e demais acessórios são os mais consultados pelas telespectadoras na Globo, e no comércio são peças bastante copiadas.
Confira abaixo os melhores trechos da entrevista:
Delegada Helô
“Amo fazer televisão e tenho dedicação para me reinventar. Mas novela é uma caixinha de surpresas, nunca sabemos quando vai ser sucesso. Fiquei feliz com a repercussão da Helô. Fazer uma delegada era muito diferente do que já havia feito. A Helô tem muitas nuances. Tem problemas com a filha, uma coisa mal resolvida com o ex-marido, dia a dia de dona de casa com a empregada, compulsão por compras, etc. O público se identifica com problemas reais. O que me encantou nela foi fazer uma personagem diferente”.
Índices de audiência de Salve Jorge
“A audiência tem de ser revista. Nossos horários mudaram, o trânsito mudou. Gravo a novela para ver depois porque não dá tempo de assistir no horário. Vivemos uma grande mudança na TV, os números na audiência têm de ser revistos. A plataforma digital entrou com força na vida das pessoas”.
Redes sociais
“Tenho perfil no Instagram e no Twitter. Gosto muito e cuido de tudo sozinha. Foi uma maneira de contatar um público que era sem rosto. De repente, aquela legião de pessoas toma forma. Às vezes, assisto à novela junto com os seguidores, comento, interajo. Só não gosto de ser polêmica. Quanto menos eu opinar, melhor. Vivemos num mundo onde não se pode falar o que quer. As pessoas julgam, jogam pedra. Acho chato. Elas não concordam com você, mas não procuram entender qual é a sua opinião. Não adianta bater boca na internet”.
Lado empresária
“Percebi que as coisas que usava nas novelas tinham apelo popular. Isso acontece desde a Jade, de O Clone. A partir daí, pensei no que gostaria de fazer. Cheguei à minha linha de esmaltes, em parceria com a Hits Specialittà. Também tenho uma linha de óculos com a Triton Eyewear e sou garota-propaganda da Rommanel, há dois anos. Só empresto minha imagem para o que uso e acredito. Acima do dinheiro, vem a credibilidade. São anos de imagem construída”. Giovanna Antonelli fatura com as tendências de moda de suas personagens
Giovanna Antonelli fatura com as tendências de moda de suas personagens
Giovanna Antonelli fatura com as tendências de moda de suas personagens


domingo, 7 de abril de 2013

Giovanna Antonelli fala do sucesso de Helô, em ‘Salve Jorge’: ‘Ela é mulherzinha e homenzinho’


RIO - Dormir oito horas seguidas durante a noite, definitivamente, não é para Giovanna Antonelli. Além de se deitar tarde, por volta de uma da manhã, a atriz conta que costuma se levantar da cama várias vezes. Nesses intervalos de sono, responde a e-mails, manda mensagens para seu secretário sobre os afazeres do dia seguinte e faz anotações em seu celular com observações sobre Helô, sua personagem em “Salve Jorge”.
— As pessoas acordam e, às seis da manhã, já têm um e-mail meu respondido. Elas costumam perguntar: “Você não dorme?”. Não que não goste de dormir; eu adoro, mas minha cabeça não para. Eu sempre fui assim. Muitas vezes durmo com o problema e acordo com a solução — explica.
A atriz conta que seu jeito inquieto, de “pisciana densa e intensa” — ela fez 37 anos em 18 de março — se reflete diretamente na forma como encara seu ofício. Na reta final da trama das 21h, Giovanna ainda busca novos elementos para Helô, seja num olhar ou num jeito de falar. A delegata, que fez as mulheres copiarem seu estilo perua chique, é onipresente na trama de Gloria Perez, que chega ao fim em maio. Sem exageros. Responsável pelas investigações sobre o tráfico de pessoas, Helô transita por todos os núcleos da história e, naturalmente, aparece em grande parte das sequências. Seja manhã ou madrugada, a moça está lá. Incansável, de cílios postiços, em cima do salto de 15 centímetros.


Giovanna diz que sua cabeça não para: “Não é que eu não goste de dormir. Às vezes durmo com o problema e acordo com a solução”
Foto: Leo Martins


— O mais interessante é que Helô não perdeu as cores ao longo dos quase 180 capítulos. Continua jogando para todos os lados, o que permite me movimentar de formas diferentes dentro da mesma mulher — argumenta, acrescentando que a delegada criou uma identificação com o público por ser “muito humana”: — Ela é mulherzinha e homenzinho. Ao mesmo tempo em que tem aquele jeito superpoderoso na delegacia, onde comanda e delega, tem uma relação frustrada com a filha, uma deficiência, que é a compulsão por compras, a relação com a secretária em casa e o caso mal resolvido com o ex-marido. Ela é uma sobremesa para qualquer ator — empolga-se.
Giovanna diz que detesta parecer acomodada. Odeia ficar na zona de conforto. A cada bloco da novela, ela frisa, quer surpreender. Ao longo de 20 anos de carreira, a atriz sabe que o público percebe quando o ator “não veste a camisa”. Como termômetro de sua interpretação, gosta de recorrer às redes sociais. É nessa “troca imediata” que sente se Helô está crível ou caricata. Conta que também gosta de ouvir críticas dos colegas de cena. E, garante, não leva nada para o lado pessoal:

— Quando alguém diz que eu poderia ter feito melhor, muitas vezes eu concordo. Por isso gosto quando o diretor ou um colega sugere um caminho para a cena. Pode ser muito melhor que a sua ideia.
E, quando põe o pé no estúdio, Giovanna jura que dá tudo de si. Embarca no que está sendo contado, afirma. Não tem medo de “pagar mico”, embora surreal seja definição corriqueira nas redes sociais para muitas cenas de “Salve Jorge”.

— Graças a Deus podemos trabalhar com a licença poética. Vejo a TV como uma fábrica de ilusões, e as pessoas querem esquecer os problemas entrando numa história de amor, ou no que seja. O lúdico e o impossível podem existir, porque senão estaria se fazendo jornalismo, né? E Gloria faz um trabalho lindo, chamando a atenção para a questão do tráfico de pessoas, que a gente nem sabia direito o que era. Ela já leva essa informação de forma tão diluída e explicativa que não vejo problemas no uso da licença poética. Quem assiste avaliando tanto se torna um chato — desabafa, defendendo a trama.
Embora concorde que esteja fazendo um trabalho elogiado, é difícil para a própria atriz reconhecer que está bem. A autocrítica, ela pontua, é um de seus “milhões de defeitos”.

— Estou feliz como um todo, sei que tenho muitos degraus para galgar, mas Helô me abriu novas possibilidades. Sempre acho que meu desempenho poderia ser melhor. Sofro muito, acho que perdi a cena. É uma mente que não para de pensar (risos) — analisa ela, que sonha interpretar papéis icônicos como Heleninha Roitman, de “Vale tudo”.
Quando sente — e é avisada pelo marido (o diretor Leonardo Nogueira) e pela família — que está pensando e dramatizando demais, Giovanna gosta de meter o pé na terra. Literalmente. Ela comenta que em seu sítio, na serra fluminense, já plantou mais de 300 árvores frutíferas. Chegou até a trazer uma seringueira da Amazônia, arraigada em seu antigo quintal. E tem os umbigos dos três filhos (Pietro, de 8 anos, e as gêmeas Antonia e Sofia, de 2) plantados lá. O do primogênito, da relação com Murilo Benício, está numa oliveira. Os das meninas, do casamento com Leonardo, em duas cerejeiras.

— Desde criança gosto de mexer em canteiro de rua. Me reenergiza, até mais que o mar. Sempre tive o sonho de ter uma casa com muitas árvores. Acho interessante ter pedaços meus num lugar que considero sagrado para mim; no caso, meu sítio. Já que tive filhos e plantei árvores, agora só falta escrever um livro, né? — brinca.
Além de visitar o sítio, para onde viaja sempre com a família, Giovanna gosta de estar rodeada de gente. Abomina a solidão. Diz que sempre está acompanhada em casa e em restaurantes. Menos em boates. Sem molejo, a atriz odeia dançar:

— Não entendo aquelas pessoas sacolejando em grupo. Prefiro jantar fora, tomar um vinho. Posso ficar até seis da manhã acordada, mas num programa mais tranquilo. Afinal, já tenho 37 anos, né? Passou a época das farras.
Não que esteja se achando velha. Embora evite pensar na chegada dos 40 — “Não estou feliz com isso” —, Giovanna reconhece estar melhor agora do que há dez anos. Tudo bem, o paladar continua infantil — ela não abre mão do “Toddynho com Passatempo recheado” —, mas o amadurecimento tem feito bem. Giovanna conta já ter sofrido com seu jeito controlador e o temperamento extremo, do tipo tudo ou nada. Mas com o tempo — e com a análise — aprendeu a ser mais ponderada, e acha que está “envelhecendo melhor”.

— Eu me cobro demais. Sou metódica. Preciso ser a melhor mãe, a melhor mulher, a melhor atriz. Para mim, tudo tem limite, regra, horário. A análise me ajudou. Se eu pudesse teria começado ainda criança para evitar os traumas de agora. Meu filho faz, e quero que as gêmeas façam — planeja.
Mesmo sem tempo para malhar, ela não reclama do corpo. A atriz, que já fez uma lipo após o nascimento de Pietro, revela que faria outra, se necessário. Silicone, não pensa em colocar. E embora adepta do botox desde a época de “O clone”, tem passado longe da seringa ultimamente:

— Hoje acho minha pele muito mais bonita. E chego muito bem aos 37, realizada. É verdade que a mulher moderna é uma verdadeira malabarista, mas meus filhos, meu marido e meu trabalho alimentam a minha alma.

As crianças são prioridade. Aos domingos, quando não grava, a atriz passa o dia com a prole. Também gosta de acompanhar os estudos de Pietro. E não esconde que é rígida:
— Sou do diálogo, acredito na lavagem cerebral pela repetição. Mas, como disse, sou intensa. Se Pietro escreve uma letra errada, eu apago a palavra toda (risos).

O Globo